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Condromalácia Patelar

A condropatia ou condromalácia patelar é uma das queixas mais frequentes nos consultórios de ortopedia, afetando especialmente jovens adultos, mulheres e praticantes de atividades físicas. O termo refere-se ao "amolecimento" ou desgaste da cartilagem que reveste a patela (o osso da frente do joelho). Quando essa cartilagem perde sua consistência lisa e firme, o atrito durante o movimento aumenta, gerando inflamação e desconforto.

A dor característica dessa condição costuma aparecer na parte anterior do joelho, logo "atrás" da patela. Ela se intensifica em situações que aumentam a pressão nessa região, como subir e descer escadas, agachar, ajoelhar-se ou permanecer sentado por longos períodos com os joelhos dobrados (o famoso "sinal do cinema"). Além da dor, é muito comum o paciente relatar crepitação estalos ou barulhos de "areia" ao movimentar o joelho.

As causas são multifatoriais, mas geralmente envolvem uma sobrecarga mecânica na articulação patelofemoral. Desalinhamentos anatômicos (como o joelho valgo, voltado para dentro), desequilíbrios musculares (especialmente fraqueza do quadríceps e do glúteo médio), excesso de peso ou erros de treinamento esportivo são os principais vilões que aceleram esse desgaste.

O diagnóstico é essencialmente clínico, feito pelo Dr. Diego Figueiredo Melara através da história do paciente e exame físico detalhado. Exames de imagem, como a Ressonância Magnética, ajudam a classificar o grau da lesão da cartilagem (do grau I, amolecimento, ao grau IV, exposição óssea), o que é importante para definir o prognóstico e o tratamento.

Felizmente, a grande maioria dos casos tem excelente resposta ao tratamento conservador. A abordagem inicial foca no controle da dor com gelo e anti-inflamatórios, seguido de um programa de reabilitação robusto. A fisioterapia é a chave do sucesso, trabalhando o fortalecimento muscular específico e a correção dos movimentos para "recentralizar" a patela e diminuir a pressão sobre a cartilagem.

A cirurgia é raramente a primeira opção, sendo reservada para casos onde há falha no tratamento conservador ou desalinhamentos ósseos graves que precisam de correção. O segredo para conviver bem com a condromalácia e evitar sua progressão é manter a musculatura da perna sempre forte e respeitar os limites do seu corpo durante as atividades físicas.

 
 
 

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