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Luxação da Patela

A luxação da patela é uma das situações mais angustiantes que um paciente pode enfrentar. Ela ocorre quando a rótula (o osso redondo na frente do joelho) desencaixa do seu trilho natural no fêmur, deslocando-se geralmente para a parte lateral da perna. É um evento traumático que gera dor intensa, deformidade visível imediata e uma sensação de impotência funcional, impedindo o paciente de esticar a perna ou apoiar o pé no chão.

Embora possa ocorrer devido a uma pancada direta muito forte durante um esporte de contato, na maioria das vezes a luxação acontece sozinha, em um movimento de torção com o pé fixo no chão. Existem fatores anatômicos que predispõem a pessoa a esse problema, como ter a tróclea (o "trilho" do osso) rasa demais, frouxidão ligamentar generalizada ou a patela alta. Por isso, é uma lesão muito comum em adolescentes e mulheres jovens.

O primeiro atendimento é crucial. Muitas vezes, a patela volta para o lugar sozinha (redução espontânea) ao esticar a perna, mas em alguns casos é necessário ir ao pronto-socorro para que um médico realize a manobra de redução. Após o susto inicial e a colocação da rótula no lugar, o joelho tende a inchar muito devido ao sangramento interno causado pela ruptura das estruturas que seguram a patela, principalmente o Ligamento Patelofemoral Medial (LPFM).

O diagnóstico de acompanhamento com o Dr. Diego Figueiredo Melara é vital para avaliar os danos. Além do exame físico, a Ressonância Magnética é obrigatória para verificar se houve desprendimento de pedaços de cartilagem (corpos livres) durante o deslocamento e para analisar a integridade do ligamento LPFM. Essa avaliação define se o tratamento seguirá por um caminho conservador ou cirúrgico.

No primeiro episódio de luxação, se não houver fragmentos soltos de cartilagem, o tratamento costuma ser conservador. Utiliza-se imobilizador por um curto período, seguido de fisioterapia intensa para fortalecer os músculos do quadril e da coxa, buscando estabilizar a patela. O objetivo é cicatrizar o ligamento e evitar que o episódio se repita.

Porém, se a patela continuar saindo do lugar com facilidade (luxação recidivante) ou se houver lesões graves associadas, a cirurgia é indicada. O procedimento mais comum é a reconstrução do Ligamento Patelofemoral Medial, onde refazemos a "rédea" que segura a patela, devolvendo a estabilidade e a confiança para o paciente retomar sua vida ativa sem o medo constante de o joelho falhar.

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