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Bursites e Tendinites no Joelho

Dores no joelho nem sempre significam lesões graves nos ossos ou ligamentos. Muitas vezes, o desconforto é causado por inflamações nos tecidos moles que cercam a articulação, especificamente as bursas e os tendões. As bursites e tendinites são condições extremamente comuns, tanto em atletas de alto rendimento quanto em pessoas sedentárias que iniciam uma atividade física sem o devido preparo ou sofrem com sobrecarga no dia a dia.

As tendinites ocorrem quando há a inflamação de um tendão, a estrutura fibrosa que conecta o músculo ao osso. No joelho, a mais frequente é a tendinite patelar (conhecida como "joelho do saltador"), que causa dor logo abaixo da rótula. Já a bursite é a inflamação da bursa, uma pequena bolsa cheia de líquido que atua como um amortecedor para reduzir o atrito entre tendões, músculos e ossos. A bursite da "pata de ganso", na parte interna do joelho, é um exemplo clássico.

Geralmente, essas condições estão ligadas ao "overuse", ou seja, o uso excessivo e repetitivo da articulação. Corridas de longa distância, subidas frequentes de escadas, agachamentos com técnica incorreta ou aumento repentino na intensidade dos treinos são gatilhos comuns. Além disso, desequilíbrios musculares e falta de alongamento podem aumentar a tensão sobre essas estruturas, favorecendo o processo inflamatório.

Os sintomas costumam ser bem localizados. O paciente relata dor ao tocar a região, inchaço leve e piora do incômodo ao realizar movimentos específicos, como esticar a perna ou subir degraus. Diferente de uma lesão aguda traumática, a dor da tendinite ou bursite tende a começar de forma leve e vai piorando progressivamente se a atividade causadora não for interrompida ou ajustada.

O diagnóstico realizado pelo Dr. Diego Figueiredo Melara baseia-se primeiramente no exame físico e na história clínica do paciente. Para descartar outras lesões e confirmar a extensão da inflamação, exames como ultrassonografia ou ressonância magnética podem ser solicitados. O tratamento é predominantemente conservador, envolvendo repouso relativo, aplicação de gelo, uso de anti-inflamatórios e, fundamentalmente, a fisioterapia.

A reabilitação é a chave para evitar que o problema se torne crônico. A fisioterapia atua não apenas no alívio da dor, mas na correção dos fatores que causaram a lesão, através de exercícios de fortalecimento e alongamento. O retorno às atividades deve ser gradual e acompanhado, garantindo que o joelho esteja preparado para suportar a carga novamente sem risco de recidivas.

 
 
 

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