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Tendinite da Pata de Ganso

A região medial do joelho, ou a parte "de dentro" da articulação, abriga uma estrutura anatômica curiosa conhecida como "pata de ganso". Esse nome peculiar se deve à junção dos tendões de três músculos da coxa (costureiro, grácil e semitendíneo) que se inserem na tíbia, formando um desenho que lembra o pé da ave. Sob esses tendões, existe uma bursa, uma pequena bolsa de líquido que atua como um amortecedor para reduzir o atrito durante o movimento da perna.

A tendinite ou bursite da pata de ganso ocorre quando há uma inflamação excessiva nessa junção tendínea e na bursa, gerando dor e desconforto. Essa condição é extremamente comum em praticantes de corrida e ciclismo devido ao movimento repetitivo de flexão e extensão do joelho acompanhado de sobrecarga. Além dos atletas, também afeta frequentemente pessoas com sobrepeso, mulheres de meia-idade ou pacientes que já apresentam algum grau de artrose no joelho.

O sintoma mais clássico é uma dor bem localizada na parte interna e um pouco abaixo da linha articular do joelho (cerca de dois a três dedos para baixo). O paciente costuma sentir fisgadas ou queimação que pioram significativamente ao subir e descer escadas, ao se levantar de uma cadeira baixa ou ao alongar a perna. O local também pode ficar muito sensível ao toque, dificultando até mesmo dormir de lado com os joelhos encostados um no outro.

O diagnóstico conduzido pelo Dr. Diego Figueiredo Melara é predominantemente clínico, focado na história do paciente e em uma palpação minuciosa da área dolorida. Como os sintomas podem ser facilmente confundidos com uma lesão no menisco medial, o exame físico criterioso é essencial. Exames de imagem, como a ultrassonografia ou a ressonância magnética, são excelentes ferramentas para confirmar a inflamação da bursa e dos tendões, descartando outros problemas estruturais.

Felizmente, a abordagem terapêutica para essa condição é quase exclusivamente conservadora, apresentando taxas de sucesso muito altas. O tratamento inicial envolve o repouso relativo das atividades de impacto, aplicação regular de compressas de gelo na região e o uso de medicações anti-inflamatórias para controlar a crise aguda. Em casos de dor muito persistente, uma infiltração local pode ser indicada pelo especialista para acelerar o alívio do quadro inflamatório.

A reabilitação através da fisioterapia é o pilar fundamental para a cura definitiva e a prevenção de novas crises. O foco do tratamento físico é o alongamento intensivo dos músculos posteriores da coxa e o fortalecimento equilibrado do quadríceps e da musculatura do quadril, corrigindo possíveis falhas biomecânicas ou desvios na pisada. Com a musculatura preparada e os ajustes corretos no treinamento, o paciente recupera sua qualidade de vida e retorna ao esporte sem dor.

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